Levantamento da Fapesp mostra que 89,1% das médias e grandes empresas já utilizam tecnologias digitais avançadas

A transformação digital deixou de ser uma previsão para o futuro para se tornar uma questão de sobrevivência no setor das indústrias. Dados divulgados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) mostram que 89,1% das médias e grandes empresas usam, pelo menos, uma tecnologia digital avançada.
Segundo o levantamento, o aumento da eficiência foi o principal benefício apontado pelas empresas quanto ao uso das tecnologias digitais avançadas.No entanto, digitalizar uma indústria requer planejamento, o que faz com que os gestores adotem uma abordagem em etapas, priorizando áreas onde a automação gera retorno rápido e reduz gargalos operacionais imediatos.
O processo de digitalização, geralmente, tem início por setores como estoque, compras, produção e logística. “Na prática, a transformação digital na indústria costuma começar pelos processos que mais afetam prazo, custo e atendimento ao cliente, por isso, tem início por esses setores, já que são áreas que concentram grande volume de informações e qualquer falha nelas gera atrasos, desperdícios e perda de eficiência”, explica o engenheiro e sócio da Nomus, Thiago Leão.
Evitando falhas e perdas no processo
No caso do estoque, o controle manual pode resultar em perdas ou falhas no inventário. A automação engloba leitores de código de barras, tags e sistemas de gerenciamento que atualizam o controle em tempo real.
Automatizar o setor de compras permite que o sistema dispare alertas de reposição de forma automática quando o estoque atinge o nível crítico. Isso evita a paralisação do processo produtivo por falta de insumos.
Na produção, a coleta de dados automatizada ajuda a monitorar o tempo de atividade das máquinas, o ritmo dos operadores e o volume de perdas em cada turno. Já a digitalização na logística permite a roteirização de entregas, o rastreamento de frotas e a emissão automatizada de documentos fiscais, otimizando o tempo de expedição e reduzindo os custos com frete.
Nesse contexto, muitas empresas evoluem de controles feitos em planilha de PCP para sistemas de ERP Industrial, conforme a operação vai se tornando mais complexa. Por um tempo, as planilhas cumprem o seu papel. No entanto, conforme a operação ganha escala e se torna mais complexa, elas começam a mostrar limitações.
“O principal sinal de que as planilhas de PCP ficaram pequenas é quando o gestor já não consegue confiar nos dados para tomar decisões rápidas, porque há retrabalho, versões diferentes do mesmo controle, dificuldade para acompanhar ordens de produção e pouca visibilidade sobre materiais disponíveis”, explica Leão.
Falta de integração entre setores, dados desatualizados, fórmulas corrompidas e dependência excessiva de preenchimento manual passam a gerar atrasos nas entregas e prejuízos financeiros.
Leão afirma que este é o momento de migrar para um ERP Industrial, a fim de integrar informações, automatizar rotinas e dar mais previsibilidade à operação. Diferente de um sistema de gestão genérico, o ERP voltado para a indústria integra o PCP diretamente ao estoque, ao setor de compras e ao faturamento.
